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2º Livro Judaico dos Porquês

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Descrição do produto

O 2º Livro Judaico dos Porquês não é uma mera continuação, mas sim uma consequência. No Livro Judaico dos Porquês, o Rabino Kolatch havia abordado centenas de questões fundamentais sobre vários aspectos do judaísmo. Alguns destes temas são aqui retomados, ora explorados em maior profundidade, ora comentados de forma mais extensa ou, ainda, enriquecidos por informações totalmente novas. De um modo geral, porém, este volume trata de assuntos mais complexos, mais polêmicos e mais abrangentes.
Entre as perguntas aqui respondidas encontram-se:
Por que a lei judaica permite o aborto em determinadas circunstâncias?
Por que a lei judaica reconhece a sinceridade como única base aceitável para a conversão?
Por que algumas autoridades rabínicas não aprovam o uso pela mulher de dispositivos para controle de natalidade?
Por que a inseminação artificial é objeto de controvérsia entre as autoridades rabínicas?
Por que os especialistas em lei judaica condenam os transplantes de coração?
Por que a acusação de que os judeus mataram Jesus não tem fundamento histórico?
“A resposta entusiástica que a publicação do Livro Judaico dos Porquês recebeu foi algo inesperado e bastante encorajador. A obra respondia a cerca de 500 perguntas, mas também provocava novas dúvidas… O 2º Livro Judaico dos Porquês explora alguns daqueles temas com maior profundidade, oferecendo informações totalmente novas, e discute outros assuntos mais complexos, controvertidos e de maior alcance, inclusive os pontos de vista dos eruditos em lei judaica perante questões como aborto, conversão, controle de natalidade, inseminação artificial, transplantes de órgãos, tabagismo, proselitismo, casamentos mistos, detalhes referentes à observância do Shabat e as relações entre judeus e cristãos, indicando inclusive como a lei se desenvolveu e como a mente rabínica funciona.”
Alfred J. Kolatch
Índice e trechos

ÍNDICE

Introdução Geral
1. Quem é judeu? Quem é um bom judeu
2. Judaísmo e Cristianismo
3. Judeus em um mundo gentio
4. Casamento, Casamentos Mistos e Conversão
5. Aspectos Pessoais
6. Morte e Agonia
7. Teologia e Oração
8. Leis e Costumes
9. A Mulher Judia
10. Alimentos e Rituais
Notas
Bibliografia
Prefácio

A resposta entusiástica que a publicação do Livro Judaico dos Porquês recebeu foi algo inesperado e bastante encorajador. A obra respondia a cerca de 500 perguntas, mas também provocava novas dúvidas, que são abordadas aqui.

O Livro Judaico dos Porquês trata de questões fundamentais sobre o Shabat e as festas judaicas; as leis alimentares, os costumes na sinagoga, e os diversos marcos na vida do indivíduo, como o nascimento, a circuncisão, o Bar e a Bat-Mitsvá, casamento e divórcio, morte e luto. Embora o 2º Livro Judaico dos Porquês aborde ocasionalmente os mesmos temas ou temas semelhantes, ele o faz para ampliar ou comentar as respostas, além de oferecer informações totalmente novas. De modo geral, ele lida com assuntos mais complexos, controvertidos e de maior alcance, inclusive os pontos de vista dos eruditos em lei judaica perante questões como aborto, conversão, controle de natalidade, inseminação artificial, transplantes de órgãos, tabagismo, proselitismo, casamentos mistos, viagens durante o Shabat e relações entre judeus e cristãos.

Uma vez que muitos dos assuntos em discussão neste volume envolvem os fundamentos da lei judaica, é importante indicar como a lei se desenvolveu e como a mente rabínica funciona.

LEIS PRIMÁRIAS E SECUNDÁRIAS

A Bíblia é a fonte básica de todas as leis, tradições e costumes judaicos. Embora em sua maior parte esteja voltada para a história dos primórdios do judaísmo e às proezas de seus heróis e heroínas, ela está preocupada em primeiro lugar com a relação entre o ser humano e Deus e também entre o ser humano e seu semelhante. A finalidade da Torá é ensinar ao ser humano como levar uma vida piedosa. Os preceitos (mitsvót) estabelecidos pela Torá são diretrizes que devem ser seguidos para que não nos afastemos do caminho que conduz até Deus.

O motivo para a existência de Israel, de acordo com a Bíblia, é demonstrar e provar a santidade de Deus. “Sereis santos, pois Eu, o Eterno teu Deus sou santo”(Levítico 19:2). Este é o leitmotif da Bíblia. A exortação a ser piedoso e imitar a Deus é um tema bíblico recorrente.

A santidade – ser um povo santo – é a essência da aliança estabelecida entre Deus e Abrahão (Gênesis 12:1-3), confirmada mais tarde no Monte Sinai (Êxodo 19:6 e seguintes) e reconfirmada no discurso final de Moisés aos filhos de Israel (Deuteronômio 29:9 e seguintes). Israel tornou-se, assim, o Povo Eleito por Deus.
Para que Israel cumprisse sua meta de ser o povo de Deus, era necessário que permanecesse fiel aos ensinamentos da Torá. Já que as determinações ou proibições da Bíblia nem sempre são suficientemente claras, específicas ou aplicáveis, os rabinos optaram por interpretá-las apresentando o que consideravam ser o verdadeiro significado do texto. Das obras que escreveram para explicar a Bíblia, o Talmud é, sem dúvida, a mais importante.

A primeira parte do Talmud, conhecida como Mishná, é composta pelos ensinamentos dos tanaím, ou seja, os mestres. Estes tanaím eram eruditos e sábios que viveram antes do ano 220 a.e.c. Na compilação da Mishná, Judá, o Príncipe (135-220), seu co-editor Natan e os demais redatores, selecionaram, avaliaram e editaram um grande número de opiniões sobre as leis que foram expressas através dos séculos nas academias de estudo, especialmente na Terra de Israel.

A segunda parte do Talmud, conhecida como Guemará, é um comentário da Mishná. Os sábios cujos pontos de vista foram expressos na Guemará são chamados amoraím, ou seja, “intérpretes” ou “porta-vozes”. Em sua maioria, viveram na Babilônia, onde foram fundadas as academias mais importantes depois da destruição do Segundo Templo e a contínua ocupação romana da Terra de Israel. A Guemará destes estudiosos da Babilônia foi editada e concluída por Ravina e Ashi e seus discípulos, por volta do ano 500 e.c. Junto com a Mishná, ela forma o Talmud da Babilônia.

Também surgiu um segundo Talmud, o israelense (ou de Jerusalém). A Mishná do Rabi Judá, o Príncipe, também forma o texto central desta obra. Contudo, a Guemará do Talmud da Terra de Israel consiste dos debates ocorridos entre os amoraím das academias israelenses. O nível destas academias que continuaram funcionando na Terra de Israel durante a ocupação romana dos primeiros séculos da era comum, porém, não era o mesmo daquelas na Babilônia, e o Talmud israelense goza, assim, de um prestígio menor do que o babilônico.

O Talmud da Terra de Israel, frequentemente chamado Ierushálmi, que significa “de Jerusalém”, tem somente um terço do tamanho do Talmud Babilônico, o qual é mais conhecido por Bavlí, isto é, “da Babilônia.” Note-se que somente nos séculos mais recentes é que os eruditos começaram a estudar o Ierushálmi.
O Talmud é enciclopédico. Em suas páginas encontram-se informações que abrangem quase todas as áreas de interesse humano, apresentadas para ajudar o judeu a entender suas responsabilidades legais e morais, tal como são proclamadas na Bíblia. Elas foram debatidas, comentadas e interpretadas pelos rabis e sábios durante cerca de mil anos – desde os tempos de Esdras, que viveu por volta de 450 a.e.c até o fim do século VI da era comum. A principal meta dos intérpretes da Bíblia é preservar a unidade do povo judeu e assegurar que este se manteria fiel ao Pacto, observando todas as leis (mitsvót) da Torá. Para os rabis do Talmud, isto significava que um sistema legal precisava ser estabelecido para permitir a Israel realizar sua missão de ser um povo santo, à semelhança Divina. Os judeus deveriam ser protegidos, portanto, das influências alheias que pudessem afastá-los de Deus.

As discussões e regulamentos dos rabinos nem sempre foram feitos por escrito, tal como os conhecemos hoje em dia. Uma vez que, segundo a tradição estabelecida, era proibido colocar formalmente por escrito qualquer coisa exceto a própria Torá, os argumentos e opiniões de nossos sábios passavam oralmente de pai para filho, de mestre para discípulo. Estes ensinamentos verbais ficaram conhecidos como a Lei Oral – para diferenciá-la da Bíblia, a Lei Escrita.

Na segunda metade do século IV e.c., ante o temor de que o vasto acúmulo de conhecimento que compunha a Lei Oral pudesse ser esquecido, a proibição foi suspensa e a Lei Oral foi finalmente colocada na forma escrita.

Sobre o autor

Alfred J. Kolatch, formado pelo Seminário para Professores e pela Faculdade de Ciências Humanas da Yeshiva University, foi ordenado rabino pelo Jewish Theological Seminary of America, recebendo em seguida o título de Doutor Honoris Causa em Teologia. De 1941 a 1948 exerceu a função de rabino nas congregações de Columbia, Carolina do Sul, Kew Gardens e Nova York e como rabino do exército dos Estados Unidos. Em 1948, fundou a Jonathan David Publishers, onde ocupa o cargo de diretor-presidente.
O Rabino Kolatch é autor de mais de doze livros.

Informação adicional

Peso 1 kg
Dimensões 21 x 14 x 2.3 cm
Capa

Flexível

ISBN

9788585583194

Páginas

424

País de Origem

Brasil

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