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A Psicologia dos Justos

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Descrição do produto

Quem de nós não deseja servir a Deus de todo coração? Mas o anseio, o mais nobre entre todos, esbarra justamente na nossa própria natureza, aquela com a qual o Eterno nos dotou – possivelmente com o intuito de nos incentivar a discipliná-la, nos ensinando através de Seus mandamentos e da Halachá (Lei) a escolhermos o caminho correto.

A Psicologia dos Justos analisa individualmente e em profundidade as características e mecanismos humanos – como a arrogância, a humildade, a avareza, a generosidade e a bondade, entre outros – com o intuito de iluminar todos os cantos da alma, nos fornecendo as ferramentas necessárias para lidar com nossas faltas e limites e reforçar e dar voz a nossos traços e possibilidades mais nobres, aquelas que têm o dom de nos elevar espiritualmente.

Escrita há cerca de quinhentos anos por Tsadikim tão generosos quanto humildes (a ponto de não subscreverem seu precioso trabalho, que permanece anônimo – e atual – século após século), esta obra revela-se um sublime instrumento para o autoconhecimento que só faz florescer o amor e o temor a Deus e a compaixão ao próximo.
Índice e trechos

Índice
Prefácio à Edição Brasileira
Introdução do Autor
A Psicologia do Orgulho
A Psicologia do Humildade
A Psicologia do Vergonha
A Psicologia do Arrogância
A Psicologia do Amor
A Psicologia do Ódio
A Psicologia do Misericórdia
A Psicologia do Crueldade
A Psicologia da Alegria
A Psicologia do Preocupação
A Psicologia do Remorso
A Psicologia do Cólera
A Psicologia do Vontade
A Psicologia do Inveja
A Psicologia do Zelo
A Psicologia do Preguiça
A Psicologia do Generosidade
A Psicologia do Avareza
A Psicologia do Memória
A Psicologia do Esquecimento
A Psicologia do Silêncio
A Psicologia do Mentira
A Psicologia do Verdade
A Psicologia do Adulação
A Psicologia do Difamação
A Psicologia do Arrependimento
A Psicologia do Torá
A Psicologia do Temor a Deus
Notas
Prefácio

Prefácio à Edição Brasileira
Praticar o que ensina é a melhor lição que um professor pode dar ao aluno. Não foi por acaso que o autor deste livro, num ato de imensa humildade, preferiu manter o anonimato. Ainda assim, muitos tentaram descobrir quem escreveu este verdadeiro tesouro.
O Rabino Shabetai Meshurar Bass, de Praga, autor de Siftê Chachamim, o famoso comentário sobre Rashi, diz em seu livro que Orchot Tsadikim foi escrito pelo mestre do Rabino Iehuda Migash, um dos professores do Rambam (Maimônides).
O livro Sêder Hadorot, do Rabino Chaim Iossef David Azulay, o Chidá, afirma que Orchot Tsadikim também pode ser chamado de Sêfer Hamidot, um título que Rambam cita em suas obras – o que confirmaria a hipótese do autor ter sido mestre de um de seus professores.
Segundo outra opinião, o autor de “Orchot Tsadikim” seria o Rabino Iom Tov Hacohen, que também escreveu outro livro famoso, chamado Hanitzachon.
Em Sedê Chemed, obra do Rabino Chaim Chizkiyáhu Medini, afirma-se ainda que o autor jamais poderia ser alguém tão anterior à época de Maimônides, uma vez que o livro (Orchot Tsadikim) cita em suas páginas o próprio Rambam e outros rabinos que viveram depois dele. E ainda acrescenta que o Sêfer Hamidot citado pelo Rambam não seria o Orchot Tsadikim.
Daí concluímos que o verdadeiro autor de tão magnífico manancial de sabedoria determinou-se a fazer o tipo mais elevado de Tsedacá – escreveu e doou anonimamente sua obra, a qual viemos a receber sem conhecer a identidade do doador.
Sabemos apenas que a primeira edição do livro foi em yidish e que veio à luz no ano judaico de 5302 (1502). Para o hebraico, foi traduzido somente no ano de 5341(1581). Podemos inferir da leitura que o autor teria vivido durante o período posterior à expulsão dos judeus na França, porque cita alguns dos sábios da época.
Também encontramos em Orchot Tsadikim citações de obras como Chovot Halevavot, de Bachiá ibn Pacuda (publicado recentemente em português pela Editora Sêfer sob o título “Deveres do Coração”), de Shaarê Teshuvá, escrito pelo Rabênu Ioná, do Mishnê Torá, obra do Rambam, do Sêfer Mitsvót Gadol e do Sefer Chassidim, entre outros.
Orchot Tsadikim também é citado por outros grandes sábios em suas obras, como, por exemplo, no Reshit Hochmá e no Migdal Oz, do Iaabets. Na introdução de uma edição de Orchot Tsadikim de 5570 (1770), escrita pelo Rabino Iechezkel Michalzhon, ele cita o Sefat Emet, um dos Rebes de Gur, que aconselhava seus discípulos a estudarem os livros Orchot Tsadikim e Chovot Halevavot.
Como se vê, dispomos apenas de indicações mas de nenhuma certeza quanto ao nome do autor de Orchot Tsadikim. Tomemos como inspiração a humildade desse ilustre erudito e façamos de sua grandiosa obra um instrumento que nos ajude a lapidar nosso próprio caráter.

* * *
A época que vivemos incita ao culto das aparências. Não nos referimos aos cuidados para manter a saúde ou a boa forma física, essenciais para a saúde espiritual. Esta requer cuidados ainda maiores. Quando os recebe, estes cuidados refletem-se imediatamente na maneira como nos relacionamos com a vida e com nossos semelhantes.
Orchot Tsadikim analisa minuciosamente o perigo de nos tornarmos pessoas falsas e vazias, como é citado no Tratado Iomá 86b: “Alguém que se faz de Tsadic e Chassid é chamada de Chonef, um bajulador e um falso, e é uma Mitsvá desmascará-lo.”
“A Psicologia dos Justos”, nome da edição brasileira do Orchot Tsadikim, é composto de 28 capítulos que têm o poder de despertar nossa capacidade reflexiva, convidando-nos a prestar atenção ao que ocorre em nosso mundo interior. O conteúdo profundo é transmitido de forma clara e direta, e inclui indicações de ordem prática cuja finalidade é a de nos levar a alcançar níveis cada vez mais elevados de Ticun Hamidot – o aperfeiçoamento das nossas virtudes.
As lições de vida contidas em Orchot Tsadikim transformam-no em obra de referência para todos os que têm o sagrado anseio de desenvolverem seu potencial espiritual. A ampliação do entendimento dos conceitos expostos, que invariavelmente resulta de várias leituras, conduz à pratica e à aplicação de tudo o que nossa Torá ensina.
Em sintonia com a humildade que levou-o a omitir o próprio nome, o autor respeitosamente citou as fontes que deram origem às suas considerações. Com o intuito de facilitar a leitura, parte das fontes foi transferida para o final desta edição em português.
Que este livro nos incentive a apreciar a grande força espiritual de que dispomos, o precioso potencial explicado com tanta felicidade pelo autor no último capítulo, através da analogia que estabelece entre o corpo humano e o universo.
Que esta obra magnífica possa aperfeiçoar o que nossa alma possui de melhor, contribuindo para transformá-la de pedra bruta no mais brilhante diamante lapidado.

Nissan de 5763.
Rabino Chaim Vital Passy

Informação adicional

Peso 0.900 kg
Dimensões 21 x 14 x 1.5 cm
Capa

Flexível

ISBN

8585583479

Páginas

286

País de Origem

Brasil

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