Descrição

Esta edição apresenta o texto hebraico original da Bíblia – baseado no famoso Códex de Alepo – ao lado de sua tradução para o português, publicada anteriormente na “Bíblia Hebraica” (2006), sendo diretamente do hebraico e à luz do Talmud e das fontes judaicas.

Esta inédita edição bilingue mostra a forma como os judeus leem e entendem o texto bíblico há milhares de anos. De certa forma, isso explicará por que os judeus são como são, em que se baseia a fé judaica ancestral e, talvez, o segredo da sua existência ao longo da história.

Os leitores familiarizados com o hebraico encontrarão o texto original apresentado de forma moderna, legível e repleto de inovações gráficas (como quando a vogal Shevá é pronunciada com o som de E ou muda, e a vogal Camáts, quando tem som de A ou O), e muito mais (veja mais detalhes abaixo, no prefácio à obra).

Para os leitores não judeus, a leitura de certas passagens causará alguma surpresa, e isso os fará ver a Bíblia com outros olhos, a partir do contexto judaico original da mesma e sem as “interferências” operadas em certas passagens polêmicas no decorrer dos tempos.

São 2440 páginas no formato 14×21 cm. em papel bíblia branco 27 gr. – o que lhe dá uma espessura de apenas 4,5 cm. sem atrapalhar na leitura e legibilidade tipográfica do texto – e capa de luxo com cantos arredondados.

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Os livros que compõem a BÍBLIA HEBRAICA são:

Torá
Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio

Profetas
Josué, Juízes, Samuel, Reis, Isaías, Jeremias, Ezequiel e Os Doze (Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Mihá [Miquéias], Nahum, Habacuc, Tsefaniá [Sofonias], Hagai [Ageu], Zacarias e Malaquias)

Escritos
Salmos, Provérbios, Jó, Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Ezra- Neemias e Crônicas

Índice e trechos

Torá
Gênesis …………….2
Êxodo ……………….142
Levítico ……………..264
Números ……………354
Deuteronômio ……478

Profetas
Josué ……………….588
Juízes ………………658
Samuel …………….730
Reis …………………908
Isaías ……………….1086
Jeremias …………..1240
Ezequiel ……………1414
Os Doze
Oseias ………………..1564
Joel ……………………1586
Amós …………………1594
Obadias ………………1612
Jonas ………………….1616
Mihá [Miqueias] ……1620
Nahum ……………….1634
Habacuc ……………..1640
Tsefaniá [Sofonias] ..1648
Hagai [Ageu] ………..1654
Zacarias ………………1660
Malaquias ……………1684

Escritos
Salmos …………….1696
Provérbios ……….1880
Jó ……………………1946
Cântico dos Cânticos ..2026
Rute ………………..2038
Lamentações …….2048
Eclesiastes ………..2066
Ester ………………..2088
Daniel ………………2112
Ezra • Neemias ….2160
Crônicas ……………2240

BIBLIOGRAFIA

Tora Neviim Ketuvim, Horev Publishing House, 2002, Jerusalém, Israel.
Tora Neviim Ketuvim, Koren Publishing House, 1996, Jerusalém, Israel.
Tora Neviim Ketuvim – Simanim, Feldheim Publishers, 2004, Jerusalém, Israel.
Torá – A Lei de Moisés, R. Meir Matzliah Melamed, Editora Sêfer, 2001, S. Paulo, Brasil.
The Chumash/Stone Edition, R. Nosson Scherman, Mesorah Publication, 1993, NY, USA.
Judaica Press Books of The Bible, Rabbi A. J. Rosenberg, Judaica Press, 1997, NY, USA.
Hamisha Humshê Torá Rav Peninim, Hotsaat Lewin-Epstein, 1967, Jerusalém, Israel.
Humash Torat Hayim, Mossad HaRav Kook, 1993, Jerusalém, Israel.
Judaica Press Books of Prophets and Holy Writings, Rabbi A. J. Rosenberg, Judaica Press, 1978-1991, NY, USA.
Nah Micraot Guedolot, Hotsaat Am Olam, 1961, Jerusalém, Israel.
Salmos – com Tradução e Transliteração, Vitor Fridlin, David Gorodovits e Jairo Fridlin, Editora Sêfer, 1999, S. Paulo, Brasil.
Tanach/Stone Edition, R. Nosson Scherman, Mesorah Publication, 2000, NY, USA.
The Holy Scriptures Acording to Masoretic Text, R. Morris A. Gitstein, R. David Graubart, Menorah Press, 1957, NY, USA.
A Bíblia Sagrada, versão da Imprensa Bíblica Brasileira, baseada na tradução de João Ferreira de Almeida, de acordo com os melhores textos em Hebraico e Grego, 1979, RJ, Brasil.
Josué, Juízes, Samuel e Reis, com comentário “Nachalat Avot” do rabino Avraham Blau, tradução de Rafael Fisch, Editora Maayanot, 1984-2002, S. Paulo, Brasil.
La Biblia – Hebreo-Español, Moisés Katz-nelson, Sinai Publishing, 1996, Tel-Aviv, Israel.
The Book of Megillos, Rabbi Meir Zlotowitz, Mesorah Publications, 1987, NY, USA.
Hamilon Haivri Hamerucaz, A. Even-Shoshan, Kiriat-Sêfer, 1977, Jerusalém, Israel.
Dicionário Português-Hebraico e Hebraico-Português, Avraham e Shoshana Hatzamri, Editora Sêfer, 2000, São Paulo, Brasil.
Dicionário Aurélio Eletrônico Século XXI, Lexikon Informática/Nova Fronteira, versão 3.0, 1999.
DICMAXI Michaelis Português – Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, DTS Software Brasil, versão 1.0, 1998.
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Principais exegetas consultados:
Rashi (França e Alemanha, 1040 – 1105)
Onkelos (Israel, c. 90)
Ralbag/Gersônides (Provença, 1288 – 1344)
Redak (Provença, 1160 – 1235)
Ibn-Ezra (Espanha, 1089 – c. 1164)
Gaon de Vilna (Lituânia, 1720 – 1797)
Ramban/Nahmânides (Espanha, 1194 – 1270)
Rambam/Maimônides (Egito, 1135 – 1204)
Maharit (Turquia, 1568 – 1639)
Ialcut Shimoni (Alemanha, séc. 13)
Dom Isaac Abravanel (Espanha, 1437 – 1508)
Daat Sofrim (Israel, 1911 – 2001)
Hirsch (Alemanha, 1808 – 1888)
Alshih (Israel, 1508 – 1593?)
Hida (Israel, séc. 18)
Malbim (Romênia e Rússia, 1809 – 1879)
Metsudot (Polônia, séc. 18)

PREFÁCIO (2006/2018)

Qual navio que, numa noite de neblina, navega entre os rochedos ameaçadores de um mar revolto, buscando a luz de um farol que o possa orientar, o homem procura um caminho que o conduza a um mundo diferente do atual, em que haja paz, compreensão, amizade e um espírito de ajuda mútua entre todos os seres humanos e as sociedades das quais fazem parte.
Nesta época da história da humanidade em que parece não mais existirem valores morais e éticos que pautem os comportamentos dos seres e das nações, filosofias estranhas e duvidosas são encaradas como verdades incontestáveis, e guias carismáticos, que se arvoram salvadores, são seguidos sem questionamento por multidões na vã esperança de que conduzam à realização de ideais imaginários.
Entretanto, a acompanhar nosso caminho através da história, sempre esteve – e está – ao nosso alcance o ensinamento que pode elevar o espírito humano e fazê-lo digno da imagem Daquele que o criou: o TANAH, a Bíblia Hebraica, que nos ensina a trilhar o caminho do aperfeiçoamento contínuo de nossos valores e comportamentos éticos e morais.
Seus personagens, profundamente humanos, nem por isso deixam de alcançar, ainda que por momentos, níveis tão elevados que os tornam capazes de comunicar-se com o Eterno. Abrahão, Isaac, Jacob e todos os profetas de Israel nos apontam o caminho para a realização do imenso potencial de fazer o bem com que o Criador dotou o ser humano.
Fiel à verdade de forma absoluta, a Bíblia não apenas nos revela as imperfeições de seus personagens como também nos abre as portas da compreensão para o significado da Teshuvá, o retorno ao caminho certo através do arrependimento e da percepção de como somos ingratos para com o Eterno, que nos dá todas as condições de abraçar posturas éticas mais elevadas e atingir Seus anseios mais caros.
No primeiro livro do TANAH, quando Deus coloca o homem no Jardim do Éden, um quadro vívido do que deveria ser a ecologia universal nos é apresentado: o homem e todos os componentes da natureza convivendo em equilíbrio e harmonia. No entanto, o ser humano não consegue manter o comportamento que lhe é determinado e, em conseqüência disto, é obrigado a deixar o Paraíso.
“Com o suor de teu rosto comerás pão”: a sentença proferida pouco antes de sua expulsão é muitas vezes interpretada como um terrível castigo, mas o judaísmo a entende como uma nova oportunidade oferecida ao homem pelo Criador, em Sua infinita bondade, para que ele, com seu trabalho, esforço e mérito, reconstrua esse mundo ideal.
Mas onde encontrar orientação para trihar este caminho? Como abrir as estradas que podem levar novamente a uma era de harmonia, paz universal e amor sem cobiça?
Para nós, judeus, as respostas se encontram no TANAH e no Talmud, no estudo de suas mensagens e na prática de seus ensinamentos. Mas para que isto se torne possível, é necessária a compreensão de seus textos. Em outras palavras, é essencial que estejam acessíveis na língua nativa de quem está disposto a estudá-los.
A isto se propõe esta edição do TANAH, que busca simultaneamente ser fiel ao original hebraico e à tradição rabínica, e a manter a clareza da linguagem corrente em português.

De acordo com o que se pôde apurar até agora, e salvo engano, esta é a primeira vez na história que um grupo de judeus se debruça sobre todo o cânon do TANAH com o intuito de traduzi-lo diretamente do original hebraico para o português. Fatores externos ao judaísmo certamente pesaram e inviabilizaram esta empreitada até agora, impedindo que grande parcela do público de fala portuguesa tivesse acesso a uma versão do texto bíblico mais apurada e isenta de influências externas que, por diferentes razões, alteraram-no ou o adaptaram às suas próprias conveniências e necessidades teológicas.
Já esta versão com ambos os textos – hebraico e portugês – certamente é a primeira, e só foi produzida agora devido às enormes dificuldades técnicas que então se apresentavam, mas que o avanço tecnológico tratou de solucionar, permitindo-nos enfim oferecê-la aos leitores e concretizar um sonho há muito acalentado.
Esta tarefa exigiu a adoção de alguns critérios e padrões, os quais expomos a seguir:

TEXTO HEBRAICO – O texto hebraico deste trabalho se baseia no Tanah publicado em 2002 pela Editora Horev, de Jerusalém, anotado pelo emérito Rabino Mordehai Breuer, que por sua vez está baseado nos manuscritos do Kéter (Códex) de Alepo (Aram-Tsobá), relacionados historicamente aos grandes mestres massoréticos e ao Maimônides, e considerados mundialmente a versão mais precisa e autêntica, bem como em versões relacionadas a eles. Estão baseadas nele: a grafia das palavras, incluindo o KERI (em letras normais) e KETIV (em letras menores e na cor cinza, entre colechetes, sendo que algumas poucas variantes aparecem nas margens em cinza); a sinalização massorética, inclusive pontos extras sobre determinadas palavras; algumas letras maiores (RABATI), menores (ZEIRÁ) ou soltas no texto, que costumam constar das edições impressas; a abertura dos parágrafos, de modo a assinalar – embora indistintamente nesta edição – as aberturas e espaços em branco do texto hebraico (Parashá Petuha e Setumá); e a divisão de certos versículos. Na Torá, a divisão em 54 porções semanais também foi incluída. Em alguns trechos muito especiais foi mantida a diagramação clássica (como a que se assemelha ao “assentamento de tijolos”) – especialmente nos cânticos -, embora não houvesse como reproduzi-la no texto em português. Em outros, foi feita uma tentativa de destacá-los, inclusive no texto em português, embora de modo parcial e não completamente igual.

VOCALIZAÇÃO DO TEXTO EM HEBRAICO – Graças ao desenvolvimento de uma fonte gráfica específica para esta obra, foi possível destacar no texto a vogal Camats (som de A) quando pronunciada como O (camats catanׇ),assim como a vogal Shevá quando pronunciada como E (Shevá Ná). As dezenas de dúvidas a respeito foram dirimidas pelo Tanah do Instituto Simanim (com exceção do nome próprio Mordechai, que foi mantido assim).

DIVISÃO CAPITULAR – Apesar de não ser judaica e datar apenas das primeiras impressões do Tanah em fins do século 15 da era comum, a divisão universal da Bíblia em capítulos e versículos foi incluída nesta obra – tanto no texto em português quanto no hebraico, mas na cor cinza. Embora bastante aleatória, imprecisa e causadora de inúmeras distorções, ela está presente neste trabalho por ter se consagrado também nos círculos judaicos no decorrer dos últimos séculos e constar de todas as modernas edições do Tanah. Isso se deve, provavelmente, à sua funcionalidade, e constitui uma “ponte” entre diferentes culturas ao Livro dos Livros. [Um entre tantos exemplos interessantes dessa aleatoriedade é o início do capítulo 53 de Isaías, exatamente 3 versículos após o início de uma profecia (52:13), dando a entender ao leitor que ali tem início outra profecia totalmente desvinculada da anterior.]

ESTILOS DE TRADUÇÃO – Nossos Sábios dizem que a Torá tem “70 faces”. Por isso, a tradução de um versículo em hebraico para qualquer outro idioma expressa, muitas vezes, apenas um desses aspectos, cabendo aos tradutores a ingrata e subjetiva tarefa de optar por um dos caminhos a ser seguido, deixando para trás outras excelentes opções interpretativas – certamente tão válidas quanto a apresentada nesta obra – que caberiam muito bem em notas de rodapé, o que não foi o caso, nem era a proposta deste trabalho. Mas usou-se a inserção criteriosa de certas palavras (normalmente entre parênteses) quando extremamente necessárias à compreensão do texto, ou adotou-se determinada tradução não literal a fim de possibilitar sua leitura à luz dos ensinamentos e orientações técnicas dos Sábios do Talmud e dos consagrados exegetas bíblicos judeus dos últimos 2.000 anos.

VISÃO EDUCACIONAL – Por outro lado, a equipe de tradutores e revisores encarregada deste trabalho foi composta basicamente por rabinos e educadores, o que a levou muitas vezes a priorizar a clareza, a simplicidade e a modernização de certos termos e construções gramaticais e a abrir mão da literalidade, visando, sempre que necessário, facilitar a compreensão do texto, seu sentido e sua mensagem no vernáculo para o público atual.
Ainda assim, o estilo de tradução da TORÁ é diferente do adotado nos PROFETAS e nas ESCRITURAS. Cada bloco teve um tratamento adequado ao seu estilo e teor, mas sem esquecer por um segundo sequer sua origem e inspiração Divinas.

NOMES PRÓPRIOS – A fim de acrescentar um sabor hebraico ao texto, optou-se pela manutenção dos nomes próprios no idioma original, exceto os já consagrados. Entre colchetes aparecem esporadicamente seus equivalentes – ora em hebraico, ora em português – para facilitar sua identificação pelo leitor. Alguns nomes consagrados, por não manterem a sonoridade original, foram abandonados, como Ageu e Sofonias.

INOVAÇÕES – Duas interessantes inovações foram feitas: a manutenção em hebraico do termo “ben” e “bat” (“filho/filha de” – como “Avner ben Ner” e “Mihal bat Saul”), de forma similar a outros idiomas em que a relação de filiação (“von”, “ibn”) é parte integral do nome. Em alguns casos, o resultado deixa a desejar (“Josué bin Nun”), mas são exceções. Outra foi a opção pela utilização de números cardinais e ordinais no lugar de números escritos por extenso, quando expressando quantidades. A exceção parcial à regra foi “um-uma” e “dois-duas”.

GRAFIA DO TEXTO EM PORTUGUÊS – Na grafia de palavras hebraicas em letras latinas (transliteração) inovou-se também com a adoção da letra H ou h sublinhada para o som gutural de RR (como na palavra “carro” em português), em equivalência às letras hebraicas Het e Haf , e não ‘ch’ ou ‘kh’. Quando não sublinhada, ela tem o som de ‘h’ aspirado como em ‘half’, em inglês (e como a letra hê em hebraico).

Por fim, rogamos ao Criador que não atribua a terceiros os eventuais erros e incorreções deste trabalho, pois estes são de nossa total responsabilidade, mesmo os inconscientes. Ficaremos muito gratos se os atentos leitores os apontarem, a fim de que possamos corrigi-los nas futuras edições e, assim, apurar mais esta importante obra e, desta forma, “engrandecer e glorificar Sua Torá” (Isaías 42:21).
Permita o Eterno que esta obra instile em seus leitores o desejo de absorver seus ensinamentos e passar a vivenciá-los na prática, fazendo assim com que seus procedimentos sejam parcelas positivas da grande somatória em que se constitui a totalidade das ações humanas, contribuindo para que se torne mais próxima a realização do sonho de um mundo onde o sentimento de cada ser humano para com seu próximo seja expresso pelo significado da palavra que sempre foi nossa saudação: Shalom!
David Gorodovits
Jairo Fridlin
Sivan de 5778 – Maio de 2018

Informação adicional

Peso 1.100 kg
Dimensões 21 x 14 cm
Capa

Cor

Páginas

País de Origem

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